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Dança

Que minha dança atinja o seu coração

Que ela te atraia tanto que desejes vir dançar junto comigo

Que seja humilde, para não roubar Tua glória

Que seja santa, para não feri-lo

Que seja alegre, porque tu és minha alegria

Que seja livre, para expressar a liberdade que tenho em Ti

Que seja diferente, para fazer a diferença

Que seja chocante, para impactar todas as nações

Gente Diferente

Existe nesse mundo louco
Todo o tipo de gente
Algumas se contentam com pouco
Outras não sabem ser contentes

Muitas são egoístas ao extremo
E infelizmente terminam sozinhas
Elas desconhecem o dom supremo
Preferem se isolar em suas vidinhas

Ainda bem que ainda existe gente boa
Gente que quer ser feliz e amar
Com elas tudo é bom , até ficar à toa
Pois cada gesto delas parece animar

O difícil é que precisamos conviver
Não podemos de algumas nos isolar
Fazer o quê se é necessário viver?
O jeito mesmo é aprender a suportar

Distância

Quando os caminhos se duplicam
E os destinos se distinguem
As razões não mais explicam
E os sentimentos não existem

Pode-se até suportar um pouco
Em consideração ao que viveram
Mas não pode se passar por louco
E fingir que ainda não entenderam

Quanto mais o tempo passa
Mais difícil se torna a convivência
A solidão aos dois abraça
E revela toda a impotência

Correntes de Vida

Posso fazer uma comparação
A vida é como um rio
Não se pode deter sua direção

Poucos são corajosos para mergulhar
Muitos ficam só na margem
Ou num lugar seguro a observar
O percurso de sua passagem

Os momentos que vão passando
São como águas que não vão voltar
Seguindo elas vão andando
Nunca retornam ao mesmo lugar

Olhar esse rio passar pode até trazer paz
Mas para estar dentro dele precisa coragem
Só consegue viver quem é capaz

Mostrar-se

Não é fácil expressar como me sinto
Por muitas vezes não sei que palavras usar
Então obedeço apenas o instinto
Que em certas horas começa a aflorar

Falo de minha vida agitada
Escrevo sobre o que meus olhos presenciam,
O que sente minha alma apaixonada
E sobre momentos que vem e se silenciam

A cada minuto aparece uma novidade
As palavras parecem se organizar
Arrumam-se para expressar com suavidade
O que o medo muitas vezes faz calar

Desencontros

Por onde tu deves andar?
Por caminhos tortuosos?
Será que quer me encontrar?
Ou seus olhos ainda estão furiosos?

Me pergunto se está bem
Se estás feliz realmente
Ou se viraste apenas refém
De um rosto sorridente

Pobre alma aprisionada
Quantas faces ainda possui?
Talvez uma apaixonada
Essa que a ilusão usufrui

...

Por vezes nossas estradas se confundem

São tantas escolhas, tantos caminhos

Eles nos cercam, mas não se fundem

Porque precisamos trilhá-los sozinhos